jueves, 27 de mayo de 2010

Excrecencia en portugués. Traducido por Alberto Augusto Miranda


Blog de Alberto -Augusto Miranda: http://arditura.blogspot.com

E X C R E S C Ê N C I A

Entre as unhas fica um rasto transparente,
como o caminho que o caracol marca na sua
angustiante fuga. As suas feridas não sangram.
Rompe-se a espiral, a eternidade quebrada
torna-se pura evanescência. Como as babas secas
no chão de cimento.  E ardem agora sob
os sus pés as laginhas polvilhadas de migalhas
e brancas patas de aranha. Abelhas mortas.
Muitas formigas. Nem mesmo quando chover se poderá
livrar dessa pena, do colossl abismo
que se abriu como uma ferida. Que sim,
sangra, mas não se desvanece. Dormir sobre a
relva não é uma boa ideia. Os gusanos
e as lagartixas ameaçam entrar e arrebatar
o pouco que ainda está dentro. Da sua casa,
das suas lembranças. Quimeras escondidas entre a
terra, entre o sarro das telhas. Com uma única
pedra esta casa pode ficar em pedaços. Só
então poderá entrar no sótão.   

Alguém parece estar a olhar pela janela.
ao menos ele sente que observam como vai
deixando o seu rasto de lágrimas como rocio
sobre as plantas. E os insectos entre as
rosas lembram-lhe o quão insignificante é, e o
insuportável em tudo se tornou.


En castellano, pinchando aquí. 

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